sábado, 20 de junho de 2009

Ganda confusão

Às 12 semanas, dia 16 de Junho, nova ecografia. Desta vez uma XPTO feita pela Dra Cláudia, com CD e tudo. Uma análise imediatamente antes que revelaria dados de sangue que em relação com os dados da ecografia calcularia o risco de uma malformação (pelo menos duas específicas nas quais está incluído o síndroma de down).
Fui trabalhar e interrompi perto das 9.30h para me meter no metro e ir ao hospital. Para meu espanto tudo correu serenamente no emprego. Os bébés às 9.15h estavam todos na cama e todos eles com cansaço suficiente para fazer uma bela sesta.

Quando fui fazer a análise perguntaram-me o tempo de gravidez, e eu, feita estúpida, respondi o tempo de gestação do bebé... quem me manda a andar à procura do desenvolvimento do bebé na net???
Ganda confusão....

E porque já não podia fazer a colheita porque era cado demais... e eu contrapunha que a médica fez os calculos e me mandou vir neste dia... enfim, não queiram saber!!! Foi um inferno!

Já estava num tal estado de nervos que mandei uma mensagem à médica onde nem sequer me identifiquei... como não deu em bruxa e deve ter milhentas grávidas para atender nem piu nem miu... quando me lembrei do que havia feito peguei novamente no telelé e identifiquei-me!

Veio cá fora. Estivemos a conversar. Disse que provavelmente me havia enganado mas que tudo se iria resolver. Quando lhe mostro a ecografia anterior e ela vê a data, faz cálculos e percebe que eu não tinha nada 10 semanas mas 12 semanas de gestação. Isso não conta para nada. "Aqui o que vale é o tempo de gravidez princesa!". Deu-me com a rodinha dos cálculos na cabeça e abalou. Coitada! Tem de aturar cada uma...

E eu... que totó!

Bem... o que é importante é que o meu tesouro precioso estava LINDO de morrer. Preguiçoso como a mãe sempre a dormir. Acho que por me ter enervado ele adormeceu-se!

A médica já desesperada por eu ter posto creme na barriga de vez em quando tinha de o abanar bem a ver se ele mudava de posição para fazer as suas medições!
Já se viram os orgãos todos formados. O maxilar de cima e o de baixo perfeitamente divididos e o cérebro formando uma bela borboleta e o coração continua a bater perfeitamente!
Todas as medições nos indicam um bebé perfeito.


Tenho de confessar que fquei muito embevecida com o meu marido que cedeu o seu precioso lugar à minha mãe que nunca havia visto nada assim no directo. Hoje pergunto-me se terei feito bem mas foi ele que ofereceu... a verdade é que se lhe está a ser difícil entrar no espírito assim ainda estamos a atrasar mais o processo... temo eu!


O bebé media neste dia 5,6cm e já mexia no nariz e levantava a mão à médica tipo: "deixa-me mas é dormir!".

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Medo, pavor, esperança e alegria

Logo que soube tratei de marcar uma consulta pois a minha ginecologista não é obstetra e passar-me-ia automaticamente para uma amiga que ficaria comigo a partir do momento em que engravidasse. A primeira eco que me fez não se viu senão um saquinho bem pequenino e um pontinho minúsculo onde a médica disse: "aquilo penso que é o que vai ser o piolho!". E assim ficaste baptizado meu querido filho!


No dia 12 de Maio fomos a uma consulta das 7 semanas.
A Dra. Bárbara fez uma nova ecografia no seu estaminé e o meu coração começou a vacilar... ela estava séria e reservada ao contrário do que havia feito ao receber-nos... algo não estava bem com o coração do bebé! Passamos para outro gabinete. A médica alertou-me para sair da frente da porta, não fosse alguém abrir e ver-me as partes íntimas mas na verdade tudo me parecia demasiado secundário. Só queria ver se esta máquina fazia um pequeno milagre e se ouvia agora o bater do coração do nosso piolhito... mas nada!... apenas um tooom.... ... ... tom... ... ...
A médica chamou-lhe uma bradicárdia e todos os que percebem minimamente da coisa torciam o nariz e me faziam pensar na possibilidade de voltar a engravidar!
Sem mais nada agendamos próxima consulta para dali a uma semana para reavaliar os batimentos do bebé.


Estava de repouso, em casa, por causa de uma infecção que me atacou bem forte: febre, aftas e muitoooo cansaço... e ali estava eu... sem saber o que pensar, sem vontade de falar com ninguém e desejosa que a semana se apressasse a devolver-me a esperança de sentir este filho nos braços!
Penso que foi a semana mais longa de toda a minha vida! No mais íntimo de mim havia uma réstia de luz: Sei em Quem pus a minha confiança!

No dia 19 lá voltamos.
Fomos encaminhados para o consultório da Dra. Cláudia.
Não me apetecia muito ser vista por algum desconhecido mas na verdade não era o mais importante na altura...
Toogh, tough... tough, tough... tough, tough...
sorri com vontade de chorar... mas não chorei!
A Dra. Bárbara foi chamada ao pé de nós e bateu palmas, saltou e quase se sentou nas minhas pernas abertas pela sonda... ficou radiante e acabou, mais tarde por nos confessar que nunca pensou que a gravidez fosse para a frente...

Tinha um piolhito de 18mm no meu ventre com um coração que batia bem forte para fazer inveja a todos os outros. Recebi, finalmente o livrinho de grávida e sou a mãe mais feliz do mundo!!!

Tivemos muita gente a rezar por nós e connosco.
A todos agradeço profundamente, sem excepções...

terça-feira, 5 de maio de 2009

Sei em quem pus a minha confiança!

A bem dizer foi a primeira vez que fui mãe no dia da mãe...
Este dia teve um sentido muito especial para mim.
Levantámo-nos cedo e fomos àigreja da luz à missa.
Dia da mãe e dia do consagrado, a homilia feita pelo nosso amigo Franciscano Frei esticadinho como diria a nossa São, reti, interiorizei e recolhi para a minha gravidez: "Sei em quem pus a minha confiança!". Se já foi quase sempre o meu acreditar deveria torná-lo ainda mais activo durante este tempo de maternidade que não terminará jamais.
No final fomos à sacristia cumprimentar o Frei e pedir-lhe a benção sobre a minha barriga, gesto que muitas vezes vi repetido na Guiné e que sempre sonhei para mim.
Adorei o rejubilar do nosso amigo. Ao abençoar a barriga referiu-se ao bebé no feminino o que quererá dizer que se for menina o meu marido terá uma conversinha pé de orelha com esse senhor...
Por fim, olhando-me fundo nos olhos, gritou-me ao coração: "nunca t esqueças, aconteça o que acontecer Sei em Quem pus a minha confiança!.
E assim partimos enviados sob o olhar providencial do bom Deus que nos abençoou e encheu de bençãos.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Primeiras alterações que notei...

Foi em Minas de S. Domingos que tudo começou a manifestar-se...
As primeiras alterações que senti foram muito subtís e porque andei quase um ano e quatro meses à espera de voltar a "sentir-me grávida", acabei por desvalorizá-las um pouco e por "deixar correr que logo se verá"... no entanto, era como se dentro de mim não houvesse duvidas.
O peito estava em contínuo desconforto e dorido. De vez em quando ficava um pouco agoniada mas nada demais, era como que uma ligeira indisposição que se acentuava com a fome.
Sentia ainda muita vontade e necessidade de dormir mas como sou por natureza muito dorminhoca e estava muito cansada antes de entrar de férias não associei à gravidez.
Ao mesmo tempo, quando regressámos a casa e nos deparámos com a casa cheia de gente e com "novos inquilinos": os ácaros, a energia versus cansaço foram as sensações predominantes, como se verificasse aquele já conhecido instinto de nidação que nos invade durante a gravidez e que eu tinha sentido antes do aborto em 2007.

sábado, 25 de abril de 2009

Será que sou capaz?


Em Abril, meu querido, comecei a desconfiar que o sonho se tornara realidade e que, um ano e quatro meses depois tu virias povoar a nossa vida...

Fomos de férias para o Alentejo, como tanto gostamos, e ao contrário de tantas vezes em que desconfiei de uma possível gravidez, não me poupei a nada, como que despedindo-me dos bons prazeres da vida por uns tempos...

No dia do meu aniversário, confessei à Teguinha que andava desconfiada... afinal eu precisava de falar com alguém.

Com ácaros, desinfestações e limpezas radicais à mistura, no dia 22 fiz o teste e deu positivo!

Não ri nem chorei.

Por dentro sabe Deus o que cá ia... tanta emoção e tanta responsabilidade. Agora não há volta! É mesmo verdade... que bom.... mas será que sou capaz?!